Wednesday, September 27, 2006

Viagem de navio


Um navio é uma grande embarcação, geralmente dotada de um ou mais conveses. Um navio tem, geralmente, tamanho para transportar os seus próprios barcos, como botes salva-vidas, botes ou lanchas. Uma regra básica (embora nem sempre se aplique): "um navio pode com um barco, mas um barco não pode com um navio". Geralmente a lei local e órgãos de regulamentação irão definir o tamanho concreto (ou o número de mastros) que um barco deverá ter para ser elevado à categoria de navio (Note que os submarinos não são referidos como "barcos", excepto os submarinos nucleares, classificados como navios).

Outra definição para 'Navio' é qualquer embarcação que transporte carga com objectivo comercial. Os navios de passageiros transportam 'supercarga' (outra designação para passageiros e pessoas que não trabalham a bordo). Barcos de pesca nunca são considerados 'navios', embora também transportem botes salva-vidas e carga (a pesca do dia). Os Ferries de pequena dimensão também não são considerados 'navios', no entanto a maioria dos ferries em serviço no mundo são navios de passageiros, com capacidade para transportarem também veículos. A Náutica refere-se aos navios e às práticas de navegação.
NAVIO FOGO - trata-se de um navio não-tripulado de uma única vela, carregado de explosivos e substâncias inflamáveis o qual, levado pelo vento em direção ao adversário causa sérios danos na estrutura do casco do navio.
As mesmas embarcações utilizadas para transporte pelo homem primitivo – como balsas ou canoas, feitas com peles de animais – podem ter sido empregadas durante as guerras tribais. À medida que as civilizações vão se desenvolvendo, naus maiores são construídas e surgem navios de guerra especializados, distintos daqueles usados para comércio. Os primeiros navios egípcios são galeras movidas por cerca de 20 remadores, segundo os mais antigos retratos disponíveis, de cerca de 3000 a.C. Também podem ser equipados com velas. Não há ainda um leme, mas sim um remo maior para dar a direção.

Esses dois meios de propulsão (a força humana e a vela) coexistem por muito tempo, mas o aperfeiçoamento dos veleiros gradualmente elimina os navios a remo, durante a Idade Moderna (1453-1789). A vela tem a desvantagem de não poder ser usada em tempo calmo; já os navios a remo não podem ser utilizados em mares revoltos. Os navios de guerra da região do Mediterrâneo empregam a vela para longos trajetos, mas combatem em águas costeiras impelidos por remadores. Dois métodos de combate ditam a evolução das embarcações de guerra. Um esporão colocado na proa é usado para afundar a nave inimiga por abalroamento; e tropas podem ser transportadas para tomar o navio inimigo por abordagem. Os gregos preservam sua independência ao derrotar os persas em uma importante batalha naval, Salamina (480 a.C.), valendo-se de navios a remo com duas ou três fileiras de remadores (birremes e trirremes). Um navio grego tem em média 200 tripulantes, a maioria, remadores.

Os grandes navegadores da Antiguidade são os fenícios, cujas naves movidas a vela e com cascos bojudos podem transportar mais carga que as galeras. Os cartagineses herdam dos fenícios sua tradição naval, e a princípio impõem derrotas aos romanos durante as chamadas Guerras Púnicas (264 a.C.-146 a.C.). Roma, uma potência terrestre, leva a guerra da terra ao mar, adotando como tática preferencial a abordagem do inimigo. Alguns navios romanos levam catapultas a bordo. Os vikings também desenvolvem navios eficientes para navegação em alto-mar.

No Oriente, o junco chinês é desenvolvido como um navio com estrutura resistente, apesar de não ter características importantes típicas dos navios ocidentais – como a quilha, espécie de coluna vertebral do navio na parte de baixo do casco. Juncos chineses navegam por boa parte dos oceanos Índico e Pacífico e um almirante chinês poderia perfeitamente, do ponto de vista técnico, ter descoberto a América antes de Cristóvão Colombo se uma reviravolta política não tivesse mantido a China isolada.
Grandes navegações

A navegação, na Idade Média sem o estímulo do comércio, pouco evolui. Os navios sofrem poucas modificações desde a era greco-romana, embora entre os aperfeiçoamentos importantes esteja a disseminação do uso do leme. Com a Renascença começa a idade de ouro dos veleiros. A caravela portuguesa é um dos primeiros exemplos de um navio pequeno, mas altamente confiável para viagens oceânicas, que permite o início da expansão marítima e a descoberta do resto do mundo pelos europeus.

O uso da pólvora e de canhões de carregar pela boca, inicialmente com balas de pedra e posteriormente de metal, dá um grande estímulo à expansão européia no século XV. Frotas pequenas, como a portuguesa, podem dominar o Oceano Índico, enfrentando os veleiros locais menos desenvolvidos. O aperfeiçoamento dessas embarcações, dos séculos XVI ao XIX, leva a navios com quatro ou cinco mastros, armados com baterias de canhões nos bordos. Alguns deles chegam a ter mais de cem canhões. Um exemplo, preservado em Portsmouth, Inglaterra, é a nau Victory, usada pelo almirante inglês Horatio Nelson para derrotar uma frota franco-espanhola na Batalha de Trafalgar, em 1805. Com 56,7 m de comprimento e 15,9 m de largura, a Victory desloca 2.197 toneladas e carrega cem canhões.

O desenvolvimento da propulsão a vapor, de canhões capazes de disparar granadas explosivas e da construção de blindagem em ferro e aço revolucionam a guerra naval. A mudança se dá de modo gradual. As grandes naus são a princípio adaptadas para ter propulsão mista, vela e vapor. Os primeiros vapores usam rodas de pá nos bordos, que impedem a colocação de uma bateria completa de canhões. A hélice, além de mais eficaz, faz desaparecer esse problema. Blindagem de ferro – Os primeiros navios “encouraçados” (ou couraçados) com placas de ferro são empregados para atacar fortalezas, em resposta à vulnerabilidade dos navios de madeira, altamente incendiáveis. Naus blindadas são usadas nas guerras da Criméia (1853 a 1856), de Secessão norte -americana (1861-1865) e na do Paraguai (1865-1870). O primeiro combate entre dois couraçados, o Monitor do governo norte-americano e o Virginia (ex-Merrimack) dos rebeldes confederados, termina em empate, pois nenhum dos canhões em ação consegue furar a blindagem do adversário. São navios incapazes de operar em alto-mar.
Navios brasileiros couraçados são projetados para atacar as fortes defesas paraguaias em Humaitá, no Rio Paraguai. Na segunda metade do século XIX surgem os navios blindados capazes de travessias oceânicas, como o pioneiro britânico Warrior, preservado hoje ao lado da nau Victory.

A colocação de canhões mais pesados em torres substitui as longas baterias no bordo dos navios. A invenção do torpedo leva à criação de um navio especializado, o torpedeiro, capaz de afundar um navio maior com sua arma poderosa. No início do século XX a especialização dos navios prossegue: surgem couraçados maiores e mais rápidos, cruzadores para navegar na frente das frotas de batalha e proteger comboios de navios mercantes (ou atacar os do inimigo), além da réplica dos torpedeiros, os contratorpedeiros ou destróieres (do original inglês “torpedoboat destroyer”).
A criação do submarino dá uma nova dimensão à guerra naval. Submarinos alemães quase derrotam, sozinhos, o Reino Unido durante as duas guerras mundiais. Na 1ª Guerra Mundial (1914-1918) o couraçado vive seu auge; já na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), ele é destronado pelo porta-aviões, cujos aviões alcançam distâncias bem maiores que os canhões do couraçado: centenas de quilômetros contra cerca de 40 quilômetros.

A propulsão nuclear torna os navios independentes de reabastecimento de combustível e cria o submarino completo, talvez a mais letal arma naval da atualidade. Os modelos convencionais, ou diesel-elétricos, precisam de ar para o uso de seus motores diesel, que carregam as baterias elétricas. Com o submarino nuclear, tal necessidade torna-se totalmente dispensável.
Der fliegende Holländer (O holandês voador, em português, às vezes representada com texto em francês sob o nome de Le Vaisseau Fantôme, em port. O Navio Fantasma) é uma ópera em três atos de Richard Wagner. Ambientada em uma aldeia pesqueira da Noruega, conta a história de um navegador holandês que é punido por Deus por blasfemar contra seu nome, perdendo-se de sua pátria para sempre, a menos que surja em sua vida uma mulher que lhe seja plenamente fiel. Ao atracar no porto, o holandês ancora sua nau ao lado da de Daland, outro navegador. O holandês oferece a enorme riqueza em ouro e jóias que carrega em sua nau a Daland em troca da mão de Senta, sua filha. Senta já conhecera previamente a história do "Holandês Voador", mas é cortejada pelo caçador Erik, que se enciúma todas as vezes em que ela faz qualquer referência ao "Holandês Voador", seja observando insistentemente seu retrato, seja cantando a "Balada do Holandês" - esta, uma das árias mais célebres da ópera.

Daland apresenta o holandês a Senta, e ela lhe jura eterna fidelidade, mas Erik ainda tenta persuadir Senta a voltar para ele. A certa altura, o holandês encontra Erik abraçando Senta e julga que esta rompeu com seu voto de fidelidade eterna, e parte novamente para o mar. À medida que a nau do holandês se afasta, Senta olha cada vez mais longe e se atira ao mar, na direção onde está a nau do holandês, tentando unir sua alma à dele.
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